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Harari alerta: na era da IA, nossos filhos precisarão de físico e coração para sobreviver no trabalho

Harari era da IA

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Harari era da IA e o futuro da humanidade

O historiador e pensador Yuval Noah Harari, autor de obras como Sapiens e Homo Deus, voltou a chamar atenção do mundo ao afirmar que “nossos filhos precisarão de físico e coração para ter trabalho na era da inteligência artificial”. A declaração reforça uma mensagem essencial: o avanço da tecnologia está redefinindo o que significa ser humano e o que o mercado exigirá das próximas gerações.
Para Harari, a era da IA não é apenas uma revolução tecnológica, mas também emocional e ética. As máquinas assumirão tarefas intelectuais, criativas e até analíticas, forçando as pessoas a desenvolverem habilidades que vão além do raciocínio lógico. Em outras palavras, os profissionais do futuro precisarão de empatia, consciência e propósito.

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A nova lógica do trabalho

Durante séculos, o progresso humano foi impulsionado pela capacidade de aprender e reproduzir conhecimento. Agora, essa função está sendo dominada pela inteligência artificial. Algoritmos aprendem mais rápido, analisam dados com precisão e podem substituir tarefas cognitivas repetitivas.
Nesse cenário, as competências humanas passam a ser o principal diferencial competitivo. Harari explica que profissões baseadas em criatividade, liderança, ensino, saúde e cuidado com pessoas continuarão relevantes porque exigem sensibilidade, julgamento moral e empatia — algo que nenhuma máquina é capaz de replicar integralmente.
Essa transformação também muda a forma como as empresas avaliam seus funcionários. Em vez de buscar apenas desempenho técnico, o mercado valorizará habilidades socioemocionais, adaptabilidade e equilíbrio psicológico.

A importância de educar para o incerto

Segundo Harari, o maior erro que a sociedade pode cometer é preparar as crianças para um mundo que já não existirá. A educação do futuro precisa ensinar flexibilidade, autoconhecimento e aprendizado contínuo.
Em um mundo dominado por IA, não basta saber programar — é preciso entender como a tecnologia afeta as relações humanas. Crianças e jovens devem aprender a lidar com a instabilidade, com a mudança constante e com o desconforto de não ter todas as respostas.
As escolas terão de repensar seus métodos, valorizando atividades que envolvam corpo e emoção. Esportes, artes, debates éticos e experiências sociais passam a ser tão importantes quanto o ensino de matemática e ciências.

Por que o físico e o coração importam

Quando Harari fala que nossos filhos precisarão de “físico e coração”, ele se refere a duas dimensões essenciais. O físico representa a necessidade de cuidar do corpo, combater o sedentarismo digital e preservar a vitalidade em uma era de excesso de telas.
Já o coração simboliza empatia, conexão humana e inteligência emocional — qualidades que não podem ser reproduzidas por algoritmos. Em um ambiente de trabalho dominado por inteligência artificial, quem compreender emoções e construir relações autênticas terá vantagem competitiva.
A sociedade precisará reaprender a valorizar o que é humano. A tecnologia pode ser uma aliada, mas nunca substituirá a capacidade de sentir, amar e cuidar.

Os riscos da desigualdade digital

Harari também alerta para o aumento das desigualdades provocadas pela IA. As nações e classes sociais que dominarem as tecnologias emergentes terão vantagem sobre as demais, criando uma nova divisão entre quem controla a informação e quem é controlado por ela.
Além disso, empresas e governos poderão utilizar dados pessoais para manipular comportamentos e preferências, aumentando o poder de vigilância e controle.
Por isso, ele defende políticas públicas que garantam acesso equitativo à tecnologia e educação emocional. O desafio não é apenas tecnológico, mas humano e político.

Caminhos para preparar a próxima geração

Preparar nossos filhos para a era da IA exige uma mudança de mentalidade. Pais e educadores devem estimular o desenvolvimento integral, unindo razão e emoção.
Entre as estratégias mais eficazes estão:

  • Incentivar o pensamento crítico e o questionamento ético sobre o uso da tecnologia.
  • Promover atividades físicas e criativas para manter equilíbrio entre corpo e mente.
  • Ensinar empatia, colaboração e compaixão como habilidades centrais.
  • Fomentar a curiosidade e a capacidade de reaprender constantemente.
    Essas atitudes ajudam as novas gerações a prosperar em um ambiente de transformação acelerada.

Conclusão: um futuro mais humano na era das máquinas

A mensagem de Harari é clara: o futuro do trabalho não será apenas técnico, mas profundamente humano. A inteligência artificial poderá realizar muitas funções melhor do que nós, mas não poderá amar, sonhar ou se solidarizar.
Os filhos que aprenderem a unir físico e coração serão os líderes do amanhã — pessoas capazes de usar a tecnologia com propósito e ética. A era da IA será vencida não pelos mais inteligentes, mas pelos mais humanos.

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